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    <title>rempto-teste</title>
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      <title>Outubro Rosa: a importância da pesquisa translacional no cuidado do câncer de mama</title>
      <link>https://www.rempto.org.br/outubro-rosa-a-importancia-da-pesquisa-translacional-no-cuidado-do-cancer-de-mama</link>
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      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Outubro Rosa: a importância da pesquisa translacional no cuidado do câncer de mama
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No Brasil, a doença representa um importante problema de saúde pública. Para o triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no país. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, essa é a neoplasia mais incidente entre as mulheres. Em 2024, foram registrados 20.849 óbitos pela doença no Brasil. Esses números mostram o tamanho do desafio, mas também ajudam a explicar por que o câncer de mama continua sendo uma área de intensa investigação. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A doença apresenta diferentes subtipos e características biológicas que podem influenciar sua evolução e a resposta ao tratamento. Pacientes com diagnósticos semelhantes podem apresentar comportamentos tumorais e respostas terapêuticas completamente diferentes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           É nesse cenário que surge uma pergunta importante: como podemos compreender melhor uma doença tão diversa e utilizar esse conhecimento para melhorar o cuidado dos pacientes?
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A pesquisa científica é uma das formas de buscar essas respostas. Estudos realizados em diferentes áreas investigam como o câncer se desenvolve e progride, quais fatores estão relacionados ao risco da doença e por que alguns tumores respondem melhor a determinados tratamentos do que outros. Esses conhecimentos também contribuem para o desenvolvimento de novos exames, biomarcadores, medicamentos e estratégias de tratamento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Você sabia que, por trás de um novo biomarcador, de um exame molecular ou de uma terapia direcionada, existem anos de investigação, colaboração entre pesquisadores e profissionais de saúde, participação de pacientes, desenvolvimento tecnológico e produção de evidências?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É justamente nesse processo que a pesquisa translacional ganha destaque. Ela busca aproximar o conhecimento produzido na pesquisa das necessidades encontradas na prática clínica. Uma observação feita durante o atendimento pode gerar uma nova pergunta de pesquisa, assim como um resultado obtido no laboratório pode abrir possibilidades para novos exames, biomarcadores ou tratamentos. O objetivo é fazer com que o conhecimento produzido em diferentes etapas da pesquisa possa ser avaliado e, quando demonstrada sua relevância, incorporado ao cuidado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           E como isso acontece no câncer de mama?
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os avanços da biologia molecular ampliaram nossa compreensão sobre as características dos tumores e sobre os fatores genéticos relacionados ao desenvolvimento da doença. O estudo dessas alterações ajudou a identificar grupos de pacientes com diferentes riscos e características tumorais, além de contribuir para escolhas mais direcionadas no acompanhamento e no tratamento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um exemplo importante envolve os genes BRCA1 e BRCA2. Alterações patogênicas nesses genes estão associadas a uma maior predisposição hereditária ao câncer de mama. e podem ter importância na avaliação do risco, no acompanhamento dos pacientes e na definição da conduta clínica. Ao longo dos anos, o conhecimento sobre esses genes foi acompanhado pelo desenvolvimento de métodos capazes de identificar essas alterações e pela produção de evidências sobre sua aplicação na prática. Além da avaliação do risco, a identificação dessas mutações também pode contribuir para a escolha de estratégias terapêuticas específicas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E como essas alterações podem influenciar o tratamento? Em pacientes com câncer de mama HER2-negativo que apresentam mutações germinativas patogênicas em BRCA1 ou BRCA2, os inibidores de PARP podem ser utilizados em situações clínicas específicas. Essas alterações comprometem mecanismos importantes de reparo do DNA, e a inibição de PARP interfere em uma via adicional de reparo, aumentando a vulnerabilidade das células tumorais e favorecendo sua morte. Essa estratégia terapêutica já faz parte da assistência oferecida pelo SUS em situações específicas de câncer de ovário associado a mutações em BRCA1 ou BRCA2, enquanto, no câncer de mama, os inibidores de PARP possuem indicação aprovada pela Anvisa para determinados pacientes com essas alterações genéticas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Mas como um conhecimento produzido pela pesquisa pode chegar ao sistema de saúde?
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No Brasil, esse caminho pode ser observado no processo que levou à incorporação do sequenciamento de BRCA1 e BRCA2 ao SUS. A Lei nº 14.758, de 19 de dezembro de 2023, instituiu a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do Sistema Único de Saúde e estabeleceu diretrizes para o cuidado integral das pessoas com câncer. Em 2026, a Lei nº 15.385 atualizou essa política e passou a incluir entre suas diretrizes a garantia de acesso adequado às tecnologias contra o câncer, além do estímulo à inovação e ao desenvolvimento tecnológico.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em maio de 2026, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a incorporação do sequenciamento de nova geração (NGS) para identificação de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 em mulheres com câncer de mama. A decisão foi formalizada pela Portaria SCTIE/MS nº 25, de 11 de maio de 2026.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A incorporação dessa tecnologia ao SUS representa um exemplo concreto de como uma descoberta científica pode percorrer diferentes etapas até chegar à assistência. O conhecimento sobre BRCA1 e BRCA2 foi construído por meio de estudos sobre genética, predisposição hereditária e câncer de mama, acompanhado pelo desenvolvimento de tecnologias capazes de identificar essas alterações e pela produção de evidências sobre sua utilidade clínica. Esse conjunto de conhecimentos e evidências contribuiu para a avaliação e posterior incorporação da tecnologia ao sistema público.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Pesquisa translacional em Minas Gerais
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Esse tipo de trabalho também acontece em Minas Gerais. A Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia (ReMPTO) reúne instituições de pesquisa, universidades e serviços de saúde com o objetivo de fortalecer a colaboração científica e desenvolver soluções para os desafios da oncologia. Entre as instituições participantes estão a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), o Instituto Mário Penna e a Fundação Cristiano Varella, além de outras instituições mineiras.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A atuação conjunta dessas instituições aproxima diferentes competências e estruturas de pesquisa, criando oportunidades para o desenvolvimento de estudos que envolvem desde a investigação de mecanismos biológicos até a avaliação de tecnologias e sua aplicação na assistência. Na ReMPTO, essa proposta está associada à produção de conhecimento, à inovação, à formação de profissionais e à busca por resultados que possam contribuir para o diagnóstico e o tratamento do câncer.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O câncer de mama continua representando um grande desafio para a saúde pública brasileira, especialmente diante de sua diversidade biológica e das diferenças existentes entre os pacientes. Ao longo das últimas décadas, a pesquisa científica ampliou o conhecimento sobre a doença e abriu novas possibilidades para diagnóstico, avaliação de risco e tratamento. A pesquisa translacional tem um papel importante nesse processo porque favorece a colaboração entre pesquisadores, profissionais de saúde e instituições, contribuindo para que novas descobertas sejam avaliadas e possam chegar à prática clínica. Fortalecer essa integração significa também fortalecer a capacidade de produzir respostas para os desafios atuais do câncer de mama e construir novas possibilidades de cuidado para os pacientes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Gabriel Augusto Almeida dos Santos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Biomédico; Mestrando em Ciências da Saúde pelo Instituto René Rachou.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/Pesquisa+e+Cuidado+no+Combate+ao+C%C3%A2ncer+de+Mama.png" length="3571918" type="image/png" />
      <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 21:02:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Da informação molecular à decisão: o papel da bioinformática na medicina de precisão</title>
      <link>https://www.rempto.org.br/da-informacao-molecular-a-decisao-o-papel-da-bioinformatica-na-medicina-de-precisao</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Da informação molecular à decisão: o papel da bioinformática na medicina de precisão
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Se duas pessoas receberem o mesmo diagnóstico, o quadro clínico, o tratamento ou a evolução da doença em ambas serão idênticos?
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A medicina contemporânea tem demonstrado cada vez mais que a resposta a essa pergunta é negativa. Atualmente, tem-se tornado claro o desafio de compreender a complexidade das doenças a partir de informações moleculares que vão muito além do diagnóstico clínico.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um dos campos em que esse desafio e essa necessidade se tornam mais evidentes é a oncologia. Por se tratar de um conjunto de doenças complexas, o câncer apresenta particularidades que definem sua agressividade, seu prognóstico, seu tratamento e outros fatores. Um dos pilares que sustentam o apoio ao elo entre o paciente e o corpo clínico é a compreensão da biologia molecular do tumor, que pode definir sua agressividade, prognóstico e tratamento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Lidar com essa complexidade envolve dois extremos: 1) o do paciente, com suas individualidades, necessidades, direitos e expectativas; e 2) o dos profissionais que atuam para suprir essas necessidades. Ambos os extremos precisam ser conectados, e a transformação digital pode atuar como um elo, fornecendo evidências confiáveis para aproximá-los. Por isso, cada vez mais tem-se buscado avaliar e implementar múltiplas fontes de evidências e tecnologias nos sistemas de saúde.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas, para que essa incorporação nos sistemas de saúde seja possível, surge um novo desafio: a geração de quantidades massivas de dados que possibilitam compreender a fundo uma doença.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Como transformar milhões de informações biológicas em conhecimento que possa apoiar decisões em oncologia?
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É exatamente neste gargalo que a bioinformática entra. Este campo de estudo une o grande poder dos métodos computacionais ao contexto biológico, por meio da caracterização e compreensão de uma ampla gama de informações que outrora seriam inviáveis de analisar.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os softwares e algoritmos desenvolvidos nesta área funcionam como pontes que conectam os dados computacionais aos conhecimentos biológicos. Por meio deles, pesquisadores podem analisar milhares de informações sobre uma determinada condição em um indivíduo. A bioinformática possibilita o descobrimento e a interpretação de informações sobre alterações no DNA (genômica), no RNA (transcritômica) e/ou nas proteínas (proteômica).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Todas essas informações geradas possibilitam novas descobertas com relevância clínica, e existem ferramentas especializadas que facilitam o processamento e
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           análise de dados
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , o
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           alinhamento e comparação entre sequências
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           de DNA, a
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           visualização genômica
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a investigação de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           impactos estruturais e interação entre proteínas e ligantes
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           descoberta e análise de novos fármacos
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            , além do armazenamento dessas informações em
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           bancos de dados e repositórios
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao passo que múltiplas ferramentas facilitam, há ainda um empecilho: o fluxo de análise fragmentado entre diferentes ferramentas pode ser trabalhoso e lento. Na oncologia, o tempo é um fator determinante para o prognóstico. Quanto menor o intervalo entre a geração de uma informação e a avaliação de sua relevância clínica, maior será a efetividade no subsídio à decisão clínica. Para isso, existem ferramentas que integram diferentes etapas e fontes de informação em um mesmo ambiente, facilitando a análise, a interpretação e a integração dessas informações.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Para encurtar esse caminho entre a descoberta no laboratório e a aplicação na clínica, a
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia (ReMPTO),
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            em parceria com a Qiagen, viabilizou a oferta de um ecossistema complementar de análise e interpretação, que permitiu aos pesquisadores membros da ReMPTO o desenvolvimento de diversos projetos em oncologia de forma facilitada, com ferramentas que conversam entre si, permitindo:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Organização e tratamento de dados:
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            utilizamos o CLC Genomics (QIAGEN), uma plataforma ampla de análise bioinformática que oferta automatização no tratamento de dados brutos de sequenciamento, organizando as informações do DNA e RNA do tumor de forma rápida. Além de permitir outros tipos de análises, como sequenciamento do tipo Sanger, desenho de primers, alinhamentos, etc. Dessa forma, o software sintetiza múltiplas possibilidades em um único ambiente, de forma mais automatizada e com fluxos de trabalho pré-estabelecidos que facilitam a análise dos dados tumorais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Integração e compreensão metabólica:
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           para isso, o Ingenuity Pathway Analysis permite contextualizar molecularmente os achados das análises genéticas, possibilitando identificar vias metabólicas alteradas, redes de interações e os efeitos biológicos das mutações, além de suas interações com fenótipos e medicamentos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Interpretação clínica dos achados:
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           complementando o fluxo de dados, para análise terciária, dispomos do QCI Interpret Translational, um software de anotação e interpretação clínica de variantes genéticas. Em outras palavras, o QCI implementa informações de diversos outros bancos de dados para interpretar o impacto que os nossos achados podem ter no fenótipo tumoral, no prognóstico de cada paciente e na predição da resposta frente a algum tratamento.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por meio dessas ferramentas, a ReMPTO ofereceu, de forma compartilhada, ao longo de 2026, uma infraestrutura robusta para a tradução da informação molecular para a pesquisa e a decisão clínica, permitindo que nossos pesquisadores façam parte do processo de construção do pilar que sustenta a transformação digital como ponte entre a decisão clínica e o cuidado ao paciente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Quer saber mais sobre oportunidades de colaboração em pesquisa, sobre o acesso à nossa infraestrutura bioinformática ou sobre como integrar esses projetos à ReMPTO?
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Acesse o portal da ReMPTO, cadastre-se no nosso blog e torne-se membro da nossa rede.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Junte-se a nós para transformar dados complexos em inovação, precisão e, acima de tudo, em esperança e qualidade de vida para os pacientes oncológicos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Arthur Schenider Oliveira Felipe
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Biólogo, mestre em genética pela Universidade Federal de Minas Gerais
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Bolsista MCTI/CNPq/RHAE - Apoio Técnico na Startup OncoTag
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/3.jpg" length="190067" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 29 Oct 2026 20:08:47 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.rempto.org.br/da-informacao-molecular-a-decisao-o-papel-da-bioinformatica-na-medicina-de-precisao</guid>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Transformação digital em oncologia: da integração de dados à medicina de precisão</title>
      <link>https://www.rempto.org.br/transformacao-digital-em-oncologia-da-integracao-de-dados-a-medicina-de-precisao</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Transformação digital em oncologia: da integração de dados à medicina de precisão
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A transformação digital constitui um processo de mudança estrutural impulsionado pela incorporação e integração de tecnologias digitais aos processos organizacionais, científicos e assistenciais. Mais do que a simples digitalização de informações, esse processo envolve a utilização estratégica de tecnologias e dados para aprimorar o desempenho, otimizar resultados, apoiar a tomada de decisão e promover inovação. Na área da saúde, a transformação digital tem adquirido crescente relevância diante da necessidade de desenvolver soluções capazes de ampliar a qualidade, a eficiência e a acessibilidade dos serviços de saúde.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nos sistemas de saúde, diferentes tecnologias têm contribuído para esse processo, incluindo prontuários eletrônicos, interoperabilidade de sistemas, telemedicina, computação em nuvem, big data, Internet das Coisas (IoT), dispositivos conectados, inteligência artificial e sistemas de apoio à decisão clínica. A integração dessas ferramentas possibilita conectar diferentes fontes de informação e transformar grandes volumes de dados em conhecimento aplicável à prática assistencial e à pesquisa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na oncologia, esse processo assume particular importância. O câncer constitui um dos principais problemas de saúde pública e apresenta elevada complexidade e heterogeneidade biológica e clínica. Ao mesmo tempo, o avanço das tecnologias de diagnóstico e caracterização molecular tem ampliado significativamente a quantidade e a diversidade de dados disponíveis para cada paciente. Informações clínicas, epidemiológicas, radiológicas, histopatológicas e moleculares podem ser produzidas ao longo da jornada do paciente, criando novas oportunidades para compreender a doença e aprimorar sua abordagem.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nesse contexto, diferentes tecnologias digitais e biomédicas vêm sendo incorporadas à pesquisa e à prática oncológica. As tecnologias de sequenciamento de nova geração (NGS) permitem caracterizar alterações genéticas e moleculares associadas ao desenvolvimento e à progressão tumoral, contribuindo para a identificação de biomarcadores diagnósticos, prognósticos e preditivos e para a seleção de estratégias terapêuticas. As biópsias líquidas, por sua vez, constituem uma abordagem minimamente invasiva para a análise de biomarcadores circulantes, como o DNA tumoral circulante (ctDNA) e as células tumorais circulantes (CTCs), apresentando aplicações promissoras no monitoramento da resposta terapêutica, na avaliação da doença residual e na caracterização da evolução molecular dos tumores.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Outra área de destaque é a radiômica, que utiliza técnicas computacionais para extrair características quantitativas de imagens médicas, como tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas. Esses dados podem ser analisados por modelos estatísticos e algoritmos de aprendizado de máquina para identificar padrões associados a características tumorais, prognóstico e resposta ao tratamento. De maneira semelhante, a patologia digital permite transformar imagens histopatológicas em dados passíveis de análise computacional, ampliando as possibilidades de identificação de padrões morfológicos e biomarcadores digitais.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Entre as tecnologias que mais têm impulsionado a transformação digital em oncologia está a inteligência artificial (IA). Suas aplicações abrangem diferentes etapas da jornada do paciente, desde a prevenção e detecção precoce até o diagnóstico, prognóstico, tratamento, monitoramento, sobrevivência e cuidados paliativos. A IA pode atuar como ferramenta de apoio à decisão clínica, integrando diferentes fontes de informação para identificar padrões e gerar modelos preditivos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na prevenção e na avaliação de risco, por exemplo, algoritmos podem combinar dados clínicos, informações multiômicas, registros eletrônicos de saúde, histórico familiar, fatores relacionados ao estilo de vida e exposições ambientais para desenvolver modelos de estratificação de risco. Na etapa diagnóstica, modelos computacionais podem auxiliar na interpretação de imagens e na análise de amostras histopatológicas. Já no tratamento, podem contribuir para a identificação de biomarcadores, predição de resposta terapêutica e seleção de estratégias individualizadas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Entretanto, o potencial da transformação digital em oncologia não está apenas na utilização isolada dessas tecnologias. Seu maior impacto emerge da capacidade de integrar diferentes modalidades de dados. A combinação de informações epidemiológicas, dados clínicos, imagens médicas, patologia digital, genômica, transcriptômica, proteômica e dados longitudinais permite construir uma representação mais abrangente da doença e de sua evolução.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Essa integração multimodal, associada a modelos computacionais e à inteligência artificial, contribui para a transição de uma medicina predominantemente baseada em características clínicas e histopatológicas para uma abordagem cada vez mais orientada por dados e pela oncologia de precisão. Nesse modelo, diferentes camadas de informação podem ser utilizadas para apoiar a estratificação de risco, o diagnóstico, a avaliação prognóstica, a identificação de biomarcadores e a seleção terapêutica, considerando as características específicas de cada paciente e de seu tumor.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apesar desse potencial, a incorporação de tecnologias digitais à oncologia também apresenta desafios científicos, clínicos e éticos. A qualidade e a representatividade dos dados, a interoperabilidade entre sistemas, a segurança e a privacidade das informações, a explicabilidade dos modelos, os vieses algorítmicos e a necessidade de validação clínica são aspectos fundamentais para que essas ferramentas possam ser incorporadas de maneira segura e efetiva à prática assistencial. Além disso, no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), a transformação digital deve estar associada à equidade e à ampliação do acesso à inovação, evitando que o avanço tecnológico aprofunde desigualdades existentes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É nesse cenário que a pesquisa translacional assume papel estratégico, conectando a produção de conhecimento científico ao desenvolvimento de soluções capazes de responder a problemas concretos da prática clínica. Na Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia (ReMPTO), projetos de pesquisa vêm explorando diferentes tecnologias e abordagens para compreender a complexidade molecular dos tumores e contribuir para a personalização do cuidado oncológico.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Atualmente, a ReMPTO integra 18 projetos de pesquisa que utilizam diferentes estratégias e tecnologias para investigar aspectos genéticos, moleculares, clínicos e computacionais relacionados ao câncer. Essas iniciativas refletem o potencial da integração entre ciência, tecnologia e assistência para transformar dados produzidos na pesquisa em conhecimento aplicável à prática clínica.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Entre as iniciativas desenvolvidas pela ReMPTO, destacam-se dois produtos que exemplificam a aplicação de tecnologias digitais à oncologia. O primeiro é o Portal Virtual Informativo de Câncer em Minas Gerais, conduzido pelo Dr. Sérgio Gomes da Silva e sua equipe, que integra e organiza dados epidemiológicos, demográficos e clínicos provenientes dos Registros Hospitalares de Câncer das instituições parceiras. A aplicação de métodos estatísticos e de inteligência artificial permitirá identificar padrões, estimar riscos e reconhecer subgrupos de pacientes, contribuindo para a produção de informações que apoiem pesquisadores, gestores e profissionais de saúde no planejamento de estratégias de prevenção e cuidado.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O segundo é um
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="https://rempto-ai.github.io/mcmegUFMG-rempto_database_histopatology/login.html" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           Atlas de Histopatologia
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , desenvolvido pela Dra. Telma Fonseca reúne imagens representativas de lâminas histopatológicas em uma base estruturada para pesquisa e ensino, ampliando as possibilidades de aplicação de ferramentas computacionais e inteligência artificial à análise morfológica dos tumores. Em conjunto, essas iniciativas demonstram como a organização, integração e análise de diferentes tipos de dados podem transformar as informações produzidas na assistência e na pesquisa em conhecimento aplicável à oncologia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nesse contexto, a transformação digital representa não apenas uma oportunidade de modernização tecnológica, mas também uma mudança na própria forma de produzir conhecimento e tomar decisões em oncologia. A integração entre dados, tecnologias digitais, inteligência artificial e pesquisa translacional pode contribuir para uma oncologia mais precisa, personalizada e orientada por evidências, aproximando a inovação científica das necessidades reais dos pacientes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Thalía Rodrigues de Souza Zózimo
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Biomédica pelo Centro Universitário UNA
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mestre em Genética pela UFMG 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Apoio Técnico da ReMPTO
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/2.png" length="3630954" type="image/png" />
      <pubDate>Fri, 25 Sep 2026 20:42:56 GMT</pubDate>
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      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/2.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/2.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>A Pesquisa Translacional e o SUS: O Caminho dos Biomarcadores Moleculares na Oncologia Pública Brasileira</title>
      <link>https://www.rempto.org.br/a-pesquisa-translacional-e-o-sus-o-caminho-dos-biomarcadores-moleculares-na-oncologia-publica-brasileira</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           A Pesquisa Translacional e o SUS: O Caminho dos Biomarcadores Moleculares na Oncologia Pública Brasileira
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O câncer permanece um dos maiores desafios de saúde pública em nível global, impondo um fardo significativo não apenas à qualidade de vida dos pacientes, mas também à sustentabilidade econômica dos sistemas de saúde. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) absorve a maior parte dessa demanda, enfrentando o complexo dilema de oferecer tratamentos inovadores e de alto custo em um cenário de recursos finitos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Neste contexto, a pesquisa translacional, o esforço consciente de traduzir as descobertas da bancada do laboratório para a beira do leito, assume um papel estratégico fundamental. O objetivo não é apenas gerar conhecimento científico puro, mas também desenvolver ferramentas que otimizem o manejo clínico e garantam a equidade no acesso à medicina de precisão. O ápice dessa estratégia reside no desenvolvimento e na validação de
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           biomarcadores moleculares
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           O que é um biomarcador e por que ele é vital na oncologia
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Define-se biomarcador como uma característica biológica que pode ser medida e avaliada de forma objetiva, servindo como indicador de processos biológicos normais, processos patogênicos ou respostas farmacológicas a uma intervenção terapêutica. Na oncologia, eles deixaram de ser apenas ferramentas de pesquisa e se tornaram pilares do cuidado clínico.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A utilidade clínica dos biomarcadores abrange todo o espectro do cuidado oncológico:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Monitoramento Precoce e Rastreamento:
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Identificar assinaturas moleculares que precedem as alterações visíveis, permitindo intervenções em estágios em que a cura se torna uma realidade maior.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Diagnóstico e Classificação Molecular:
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Refinar o diagnóstico histopatológico tradicional, subclassificando tumores com base em suas características moleculares para prever comportamento biológico.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Prognóstico:
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Determinar a agressividade inerente do tumor, ajudando a diferenciar pacientes que necessitam de tratamentos intensivos daqueles que podem evitar toxicidades desnecessárias (escalonamento e desescalonamento terapêutico).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Predição de Resposta e Direcionamento Terapêutico:
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O cerne da medicina de precisão. Identificar alterações genéticas ou epigenéticas acionáveis que indicam a sensibilidade a uma terapia-alvo ou imunoterapia específica, maximizando a eficácia e reduzindo gastos com tratamentos ineficazes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Avaliação de Resposta e Monitoramento de Cura:
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Utilizar biópsias líquidas para detectar Doença Residual Mínima (DRM) pós-cirurgia ou quimioterapia, antecipando recaídas em comparação com ferramentas convencionais.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           O Rigoroso Caminho do Desenvolvimento: Do Laboratório ao Guichê do SUS
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Para que um candidato a biomarcador seja incorporado à prática clínica, especialmente em um sistema público universal como o SUS, ele deve percorrer um caminho rigoroso de validação, que se divide em fases distintas e inegociáveis:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        
            Fase de Descoberta:
           &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Identificação de alvos potenciais por meio de tecnologias de alto rendimento (ômicas) em coortes laboratoriais.
            &#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             ﻿
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        
            Validação Analítica:
           &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             Demonstração de que o teste é robusto, reprodutível, preciso e sensível em condições de laboratório clínico.
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        
            Validação Clínica:
           &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             Demonstração de que o biomarcador está consistentemente associado ao desfecho clínico de interesse em coortes independentes de pacientes.
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        
            Avaliação de Utilidade Clínica:
           &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             Prova de que o uso do teste melhora o desfecho do paciente em comparação com o manejo padrão ou oferece uma alternativa de custo-efetividade superior.
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;strong&gt;&#xD;
        
            Incorporação Tecnológica:
           &#xD;
      &lt;/strong&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             No Brasil, esta etapa passa pela CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). A análise não é apenas científica, mas também econômica (farmacoeconomia). O biomarcador precisa provar que seu uso otimiza os recursos do SUS, seja reduzindo o tempo de internação, evitando tratamentos ineficazes de alto custo ou melhorando a sobrevida global.
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           A Fronteira do Conhecimento na REMPTO: Pequenos RNAs em Câncer de Mama e Ovário
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia (REMPTO) posiciona-se na vanguarda da inovação oncológica em Minas Gerais, fomentando projetos estratégicos de pesquisa e desenvolvimento de biomarcadores. Dentre as iniciativas apoiadas pela rede, destaca-se uma linha de investigação focada no desenvolvimento de biomarcadores baseados em pequenos RNAs (miRNAs e outros sncRNAs), com ênfase nos cânceres de mama e de ovário.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O alto potencial translacional dessas moléculas reside em sua notável estabilidade em biofluidos (sangue, urina, saliva), especialmente quando encapsuladas em vesículas extracelulares, o que as protege da degradação enzimática. No contexto da biópsia líquida, os pequenos RNAs emergem como biomarcadores ideais, pois atuam como reguladores pós-transcricionais-chave na fisiologia celular. Suas alterações estão intrinsecamente ligadas à carcinogênese, refletindo dinamicamente o estado fisiológico do tumor e de seu microambiente.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em uma perspectiva translacional na REMPTO, nosso objetivo é identificar assinaturas de pequenos RNAs com capacidade para:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Refinar a estratificação prognóstica de subtipos agressivos de câncer de mama, como o triplo-negativo (TNBC), otimizando a decisão clínica nos cenários pré e pós-cirúrgico.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Predizer precocemente a resistência à quimioterapia no câncer de ovário, viabilizando a troca célere de linhas terapêuticas e evitando toxicidades desnecessárias.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A viabilidade e a robustez científica deste estudo decorrem diretamente da infraestrutura de colaboração proporcionada pela rede. Que permite a integração entre bioinformática e biologia molecular avançada, bem como o acesso ao biobanco de tumores e aos dados clínicos meticulosamente anotados no Instituto Mário Penna. Esta instituição, pilar do tratamento oncológico pelo SUS em Minas Gerais, oferece a casuística necessária e o contexto de vida real do sistema público, fundamentais para superar as rigorosas etapas de validação clínica dos biomarcadores propostos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Este estudo tem obtido avanços científicos concretos e de alto impacto. No cenário do câncer de mama triplo-negativo (TNBC), foi possível identificar uma assinatura de pequenos RNAs com alta acurácia na predição de Resposta Patológica Completa (pCR) em pacientes submetidas à terapia neoadjuvante. A identificação precoce de pacientes que não responderão ao esquema padrão poderá orientar o escalonamento terapêutico ou a inclusão em ensaios clínicos com novas estratégias terapêuticas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Paralelamente, no câncer de ovário seroso de alto grau (HGSOC), as assinaturas de pequenos RNAs identificadas não apenas delineiam com precisão um perfil de resposta à platina, como também demonstram valor prognóstico robusto para o aumento do risco de metástases à distância. Esses resultados pavimentam o caminho para a implementação de testes moleculares que, no futuro, poderão ser incorporados ao SUS, garantindo um manejo mais assertivo, econômico e humano para as pacientes mineiras.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           O Desafio da Sustentabilidade e o Compromisso da Pesquisa Nacional
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O desenvolvimento de biomarcadores nacionais não é apenas um exercício acadêmico de excelência; é uma necessidade estratégica para a sustentabilidade do SUS. Ao dependermos exclusivamente de tecnologias e plataformas de testes internacionais, o SUS fica vulnerável à flutuação cambial e a custos proibitivos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ao focarmos no desenvolvimento de testes baseados em tecnologias que podem ser descentralizadas e padronizadas nos laboratórios centrais e de referência do SUS, a pesquisa translacional mineira cumpre sua missão social.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A ciência avança quando gera conhecimento. A medicina translacional avança quando esse conhecimento gera saúde acessível a todos. A REMPTO reafirma seu compromisso de trabalhar na fronteira do conhecimento molecular, garantindo que o rigor científico de hoje se transforme em cuidado de precisão e equitativo do amanhã para o paciente oncológico do SUS.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fábio Ribeiro Queiroz, PhD
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pesquisador da REMPTO
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Pesquisador no Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Mário Penna – NEPI-IMP
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/Da+Pesquisa+ao+Cuidado+P%C3%BAblico.png" length="3656659" type="image/png" />
      <pubDate>Fri, 05 Jun 2026 20:49:13 GMT</pubDate>
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      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Março Lilás: prevenção, diagnóstico precoce e o papel da pesquisa no combate ao câncer do colo do útero</title>
      <link>https://www.rempto.org.br/marco-lilas</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Estamos no mês de março, um mês dedicado às mulheres! No dia 8 de março celebramos o Dia Internacional da Mulher, que marca a luta histórica por igualdade de gênero, e temos o mês inteirinho dedicado à prevenção do câncer de colo do útero: o Março Lilás. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Você sabe o que é essa doença e como preveni-la?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O câncer de colo do útero é um tumor maligno (câncer) da parte inferior do útero, aquela que faz projeção para a cavidade vaginal e que é visualizada pelo médico durante o exame ginecológico (colposcopia).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Esse câncer, infelizmente, é muito frequente no Brasil, ocupando a terceira posição, quando se exclui o câncer de pele não melanoma, perdendo apenas para o câncer de mama e o câncer colorretal (intestino).
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A parte mais triste de tudo isso é que esse tumor pode ser evitado se diagnosticado ainda nas lesões precursoras (nas fases iniciais). Com a vacina e a possibilidade de diagnóstico precoce, não era para tantas mulheres sofrerem com essa doença e terem suas vidas ceifadas por causa desse tumor!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É para conscientizar a todos de que o Março Lilás nasceu
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O câncer de colo do útero, em cerca de 90% dos casos, está associado à infecção persistente pelo HPV de alto risco, um vírus sexualmente transmissível.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A vacina contra o HPV, disponibilizada gratuitamente pelo SUS para pessoas do sexo feminino e masculino de 9 a 14 anos, em dose única, protege contra os dois tipos virais (16 e 18) mais agressivos, reduzindo drasticamente as chances de ocorrência desse tumor.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cabe ressaltar que a vacina contra o HPV também está disponível, gratuitamente, em três doses, para pessoas vivendo com HIV, transplantados de órgãos sólidos e de medula, além de pacientes oncológicos e vítimas de abuso sexual. Até os 14 anos são duas doses; acima dessa idade, até os 45 anos, três doses.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Cabe também chamar a atenção para o fato de que a vacinação não é importante apenas para a prevenção do câncer do colo do útero (cerca de 70%). Ela protege também contra a maioria dos cânceres anais, metade dos cânceres de pênis, vulva e vagina e cerca de 40% dos cânceres de cabeça e pescoço associados ao HPV.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Outra forma de prevenção é o rastreamento periódico de lesões precursoras do câncer com o exame preventivo, também conhecido como Papanicolaou. Este deve ser realizado periodicamente em todas as pessoas com útero, na faixa etária de 25 a 64 anos: anualmente e, após dois exames negativos para neoplasia, a cada três anos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A periodicidade da realização desse exame é muito importante para que a prevenção aconteça. A demora na consulta ginecológica pode fazer com que o diagnóstico seja tardio e que o câncer seja encontrado em estágios avançados.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O diagnóstico precoce, portanto, é essencial para que o tratamento seja menos agressivo, aumentando as chances de cura para praticamente 100% dos casos. Cabe ressaltar que o câncer de colo do útero, nos estágios iniciais, é assintomático, sendo necessária a identificação das lesões por meio do exame preventivo ou pela colposcopia.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Atualmente, o Ministério da Saúde tem trabalhado para implementar um novo teste para a identificação da presença da infecção pelo HPV, com o objetivo de aumentar as chances de identificação precoce das pessoas que podem desenvolver esse câncer.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A nova proposta pretende mudar o rastreio, substituindo o exame preventivo por um método de biologia molecular. Até o momento, esse teste pode ser encontrado apenas em alguns estados, disponível para pessoas com atraso no rastreio citológico, mas a proposta é realizá-lo em todo o país e em todas as pessoas com útero a cada cinco anos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Tais mudanças só são possíveis com a compreensão da evolução das doenças e com o desenvolvimento de exames laboratoriais, algo possível somente com a pesquisa.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É a pesquisa que possibilita compreender a doença e desenvolver estratégias de vacinação, diagnóstico, tratamento e cura.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Na ReMPTO, está em desenvolvimento um projeto de validação da imunomarcação da RAP1-GTPase como marcador prognóstico para o câncer de colo do útero. Essa iniciativa busca identificar um novo biomarcador capaz de auxiliar na definição do prognóstico, permitindo ao médico avaliar o risco de progressão da doença e apoiar decisões clínicas mais precisas.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Essa tecnologia contribui para o avanço da pesquisa científica e tecnológica em Minas Gerais e consolida a ReMPTO como um espaço estratégico de geração de conhecimento em ciência, tecnologia e inovação, impulsionando o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais precisas.
           &#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ﻿
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/Design+sem+nome+%2837%29.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
                         
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
                  Texto original e contribuições técnicas de:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
                                 Maria Gabrielle de Lima Rocha –
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Professora do Curso de Farmácia da UFMG
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
                               e Membro da Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/Mar%C3%A7o+Lil%C3%A1s_+preven%C3%A7%C3%A3o-+diagn%C3%B3stico+precoce+e+o+papel+da+pesquisa+no+combate+ao+c%C3%A2ncer+do+colo+do+%C3%BAtero.jpg" length="168570" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Fri, 06 Mar 2026 20:24:02 GMT</pubDate>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Câncer: da prevenção à política pública o papel da pesquisa translacional</title>
      <link>https://www.rempto.org.br/cancer-da-prevencao-a-politica-publica-o-papel-da-pesquisa-translacional</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Globalmente, o câncer configura-se como um dos maiores desafios contemporâneos em saúde pública. A elevada carga de mortalidade associada à doença impõe um impacto expressivo não apenas aos sistemas de saúde, mas também às esferas social e econômica.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Evidências científicas demonstram que o aumento significativo da incidência de câncer nas últimas décadas está fortemente associado a fatores de risco potencialmente modificáveis, como tabagismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool, exposições ocupacionais e poluição ambiental.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Contudo, o câncer não começa no diagnóstico, a prevenção vem antes.
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A prevenção do câncer compreende diferentes níveis de atuação:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ●     a prevenção primária, que busca impedir o desenvolvimento tumoral;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ●     a prevenção secundária, voltada à detecção precoce por meio de estratégias de rastreamento e diagnóstico oportuno;
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           ●     a prevenção terciária, que visa reduzir o risco de recorrência, melhorar a resposta terapêutica e prolongar a sobrevida dos pacientes.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nesse contexto, a detecção precoce associada ao acesso oportuno ao tratamento adequado está diretamente relacionada a melhores taxas de resposta terapêutica, aumento da sobrevida e redução da morbidade.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Embora terapias convencionais, como quimioterapia e radioterapia, permaneçam fundamentais no tratamento oncológico, suas limitações tornam-se evidentes diante da complexidade biológica e da heterogeneidade tumoral. A oncologia moderna, portanto, incorpora abordagens como terapias direcionadas e imunoterapia, ampliando as possibilidades terapêuticas ao explorar mecanismos moleculares específicos e ao potencializar a resposta do sistema imunológico contra o câncer.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A redução da mortalidade e o aumento da sobrevida, entretanto, não dependem exclusivamente de fatores clínicos. Determinantes sociais, como condições socioeconômicas, desigualdades étnicas e acesso aos serviços de saúde, exercem influência significativa nos desfechos oncológicos e reforçam a necessidade de políticas públicas integradas e baseadas em evidências.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É nesse cenário que a Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia (ReMPTO) se consolida como um elo estratégico entre pesquisadores, profissionais de saúde, gestores e instituições. Ao integrar pesquisa básica, clínica e populacional, a ReMPTO contribui para a geração de evidências robustas, a avaliação de tecnologias em saúde, o fortalecimento de estratégias de prevenção e rastreamento e o apoio à formulação e ao aprimoramento de políticas públicas em oncologia.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/Design+sem+nome+%2832%29.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Texto elaborado por
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Thalía Zózimo
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           , Mestre em Genética, Bolsista BDCTI-I,
            &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
      
           com supervisão científica da
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Dra. Letícia da Conceição Braga
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           .
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/Mar%C3%A7o+Lil%C3%A1s_+preven%C3%A7%C3%A3o-+diagn%C3%B3stico+precoce+e+o+papel+da+pesquisa+no+combate+ao+c%C3%A2ncer+do+colo+do+%C3%BAtero+%281%29.jpg" length="188701" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Wed, 11 Feb 2026 02:18:40 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
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        <media:description>main image</media:description>
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    </item>
    <item>
      <title>ReMPTO: Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia</title>
      <link>https://www.rempto.org.br/rempto-rede-mineira-de-pesquisa-translacional-em-oncologia</link>
      <description>A ReMPTO se consolida, assim, como um espaço de ciência colaborativa, comprometido em transformar descobertas em impacto real na vida dos pacientes e em contribuir para a equidade no SUS. A rede já demonstra resultados significativos, fortalecendo a pesquisa translacional em oncologia no estado de Minas Gerais.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           ReMPTO: Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (ReMPTO) foi fundada em 2023 no âmbito do EDITAL 012/2023 – Redes Estruturantes de Pesquisa Científica ou de Desenvolvimento Tecnológico, uma iniciativa da FAPEMIG voltada a estimular a criação e o fortalecimento de redes de pesquisa em Minas Gerais.
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sob a coordenação da Dra. Letícia da Conceição Braga (Instituto Mário Penna) e o Dr. Sérgio Gomes da Silva (Hospital do Câncer de Muriaé – Fundação Cristiano Varella), a ReMPTO surgiu da integração de pesquisadores de diferentes instituições, como UFMG, FUNED, Fiocruz, Instituto Mário Penna e Fundação Cristiano Varella. 
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em 2023, os principais pesquisadores associados à rede foram:
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Adriano de Paula Sabino
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Agnaldo Lopes da Silva Filho
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Clascídia Aparecida Furtado
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dawidson Assis Gomes
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Edésia Martins Barros de Sousa
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Érica Alessandra Rocha Alves
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Leandro Augusto de Oliveira Barbosa
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Letícia da Conceição Braga
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Luciana Maria Silva Lopes
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Maria Gabrielle de Lima Rocha
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Maria Raquel Santos Carvalho
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Matheus de Souza Gomes
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nayara Nascimento Toledo Silva
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sérgio Gomes da Silva
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Soraya Torres Gaze Jangola
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Telma Cristina Ferreira Fonseca
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A abertura do segundo edital de apoio a projetos da rede possibilitou o estabelecimento de colaborações externas, entre elas com a Dra. Adriana Abalen Martins Dias e a Dra. Raquel Cardoso de Melo Minardi (UFMG), o Dr. Angel Mauricio Castro Gamero (Fundação de Apoio Cultural, Ensino, Pesquisa e Extensão de Alfenas) e a startup Oncotag, gerenciada pelo Dr. Pedro Henrique Villar Delfino.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A rede tem como missão promover a integração científica e tecnológica, ampliando o intercâmbio de conhecimento, a formação de parcerias estratégicas e a otimização do uso de recursos. Atualmente, reúne mais de 190 membros de 14 instituições, organizados em sete linhas de pesquisa:
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Modulação imunológica pela microbiota tumoral
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Genética molecular e predisposição ao câncer
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Agentes bioativos de ação tumoral
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Biomarcadores de diagnóstico e prognóstico
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Banco de Tumores de Minas Gerais
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Modelagem in silico e medicina preventiva
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nanotecnologia aplicada à oncologia
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em outubro de 2024, foi realizada a primeira Assembleia Geral da Rede na faculdade de Farmácia da UFMG, voltada à apresentação institucional e à divulgação dos projetos em desenvolvimento. O evento, aberto ao público, contou com palestras ministradas por membros da ReMPTO, fortalecendo a visibilidade e o engajamento científico.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/Screenshot+2025-09-02+at+16.23.44.png" alt=""/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A ReMPTO se consolida, assim, como um espaço de ciência colaborativa, comprometido em transformar descobertas em impacto real na vida dos pacientes e em contribuir para a equidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar de sua recente criação, a rede já demonstra resultados significativos, fortalecendo a pesquisa translacional em oncologia no estado de Minas Gerais.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/rempto-rede-mineira-de-pesquisa-translacional-em-oncologia.png" length="1308539" type="image/png" />
      <pubDate>Tue, 02 Sep 2025 19:25:44 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.rempto.org.br/rempto-rede-mineira-de-pesquisa-translacional-em-oncologia</guid>
      <g-custom:tags type="string">ReMPTO</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/rempto-rede-mineira-de-pesquisa-translacional-em-oncologia.png">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/rempto-rede-mineira-de-pesquisa-translacional-em-oncologia.png">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>ReMPTO lança novo edital e amplia Linhas de Pesquisa em 2025</title>
      <link>https://www.rempto.org.br/rempto-lanca-novo-edital-e-amplia-linhas-de-pesquisa-em-2025</link>
      <description>Com esta segunda rodada de apoio, a ReMPTO reafirma seu compromisso de transformar a pesquisa em soluções práticas, ampliando a integração entre ciência, saúde e sociedade e consolidando Minas Gerais como referência nacional em pesquisa translacional em oncologia.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           ReMPTO lança novo edital e amplia Linhas de Pesquisa em 2025
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A pesquisa translacional é um dos temas mais debatidos nas diferentes áreas da saúde, incluindo a oncologia. Na ReMPTO, o objetivo é aproximar a pesquisa básica da prática clínica, de modo que o aprimoramento dos tratamentos oncológicos chegue efetivamente aos pacientes, a partir de estudos conduzidos pelos membros da rede.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Diante dessa necessidade e dos resultados positivos do edital Chamada 001-2024, a ReMPTO abriu, em julho de 2025, sua segunda chamada interna, voltada ao apoio de projetos com foco em diagnóstico e prognóstico do câncer.  Nesta edição, foram aprovados 8 pesquisadores, entre eles: Dra Annamaria Ravara Vago, Dra. Carolina Pereira de Souza Melo, Dra Classcídia Aparecida Furtado, Dr. Fábio Ribeiro Queiroz, Dr. Jorge Gomes Goulart Ferreira, Dr. Leandro Augusto de Oliveira Barbosa, Dra Maria Raquel Santos Carvalho e Dr. Pedro Henrique Villar Delfino.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Com o intuito de ampliar a visibilidade da rede e fortalecer a cooperação científica, foram priorizados projetos em parceria com colaboradores externos, contemplando a participação da Dra. Adriana Abalen Martins Dias e da Dra. Raquel Cardoso de Melo Minardi (UFMG), do Dr. Angel Mauricio Castro Gamero (Fundação de Apoio Cultural, Ensino, Pesquisa e Extensão de Alfenas) e da startup Oncotag.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os projetos aprovados abrangem temas inovadores em citogenética, biomarcadores, nanotecnologia e terapias experimentais, entre eles:
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Citogenética prognóstica na leucemia linfocítica crônica
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Impacto de variantes genéticas (RAD51C e RAD51D) em câncer de mama e ovário
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Validação de plataformas diagnósticas nanoestruturadas para câncer colorretal
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Estudo clínico fase I/II de validação de biomarcadores em câncer de ovário
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Avaliação de esteroides cardiotônicos derivados da digitoxina em células tumorais
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Desenvolvimento de painel preditivo e prognóstico em câncer de mama e ovário por biópsia líquida
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Com esta segunda rodada de apoio, a ReMPTO reafirma seu compromisso de transformar a pesquisa em soluções práticas, ampliando a integração entre ciência, saúde e sociedade e consolidando Minas Gerais como referência nacional em pesquisa translacional em oncologia.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/8.jpg" length="178503" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Tue, 02 Sep 2025 19:17:35 GMT</pubDate>
      <guid>https://www.rempto.org.br/rempto-lanca-novo-edital-e-amplia-linhas-de-pesquisa-em-2025</guid>
      <g-custom:tags type="string">ReMPTO,edital</g-custom:tags>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/8.jpg">
        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
      <media:content medium="image" url="https://irp.cdn-website.com/b166dc8f/dms3rep/multi/8.jpg">
        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Primeiro edital interno da ReMPTO aprova 10 subprojetos</title>
      <link>https://www.rempto.org.br/primeiro-edital-interno-da-rempto-aprova-10-subprojetos</link>
      <description>Com esta primeira chamada, a ReMPTO reafirma sua vocação para a ciência colaborativa e de impacto, fortalecendo o avanço da pesquisa translacional em oncologia no estado de Minas Gerais.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;strong&gt;&#xD;
      
           Primeiro edital interno da ReMPTO aprova 10 subprojetos
          &#xD;
    &lt;/strong&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia (ReMPTO) é uma iniciativa formada por pesquisadores de Minas Gerais com o propósito de aproximar a pesquisa oncológica básica e clínica, visando identificar e propor novas abordagens terapêuticas e laboratoriais. Suas áreas de atuação abrangem a identificação de biomarcadores moleculares, celulares e bioquímicos; a elucidação de mecanismos de ação de biocompostos; o desenvolvimento e a aplicação de métodos de Biologia Molecular e Celular; e a validação de nanoestruturas no contexto do câncer.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Com o objetivo de promover a integração entre diferentes áreas do conhecimento,  incluindo biologia molecular, nanotecnologia e ciências aplicadas, a ReMPTO lançou, em 2024, seu primeiro edital interno, destinado a apoiar projetos alinhados às metas estabelecidas em parceria com a FAPEMIG. Foram aprovados 10 subprojetos, com prazo de execução de até 12 meses, abrangendo desde nanotecnologia e biologia molecular até aplicações de inteligência artificial na oncologia.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Os pesquisadores contemplados foram: Dr. Adriano de Paula Sabino, Dr. Dawidson Assis Gomes, Dra. Érica Alessandra da Silva Rocha, Dra. Izabela Ferreira Gontijo, Dra. Maria Gabrielle de Lima, Dra. Nayara Nascimento Toledo, Dr. Sérgio Gomes da Silva e Dra. Telma Fonseca.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Entre os estudos aprovados destacam-se:
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;ul&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Avaliação da radiossensibilização de nanopartículas de ouro em modelos in vitro e in vivo
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Uso de painéis multigênicos em neoplasias hematológicas
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Caracterização molecular do câncer de pênis para identificação de novos biomarcadores
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Expressão de ITPR3 e S100A16 em adenocarcinoma pancreático
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Efeito do lipofosfoglicano de Leishmania major em câncer de mama
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Desenvolvimento de nanoplataformas para biossensoriamento em oncologia
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Investigação de polimorfismos no gene Timidilato Sintase e câncer cervical
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Criação de um portal virtual de câncer em Minas Gerais com apoio de inteligência artificial
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Algoritmo para análise histopatológica e genética em carcinoma ovariano
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
    &lt;li&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Validação da RAP1-GTPase como biomarcador no câncer do colo do útero
            &#xD;
        &lt;br/&gt;&#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/li&gt;&#xD;
  &lt;/ul&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Com esta primeira chamada, a ReMPTO reafirma sua vocação para a ciência colaborativa e de impacto, fortalecendo o avanço da pesquisa translacional em oncologia no estado de Minas Gerais.
           &#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Tue, 02 Sep 2025 19:13:56 GMT</pubDate>
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